Parto Domiciliar: Tudo que você precisa saber para tomar esta decisão!

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Parto Domiciliar: Tudo que você precisa saber para tomar esta decisão!

O parto domiciliar está na moda, mas isso não deve ser o suficiente para fazer você querer ter um filho em casa. É preciso estar preparada (física e emocionalmente). Estar munida de informações antes de decidir que a sua casa é mesmo o melhor lugar para ter o seu bebê. E isso inclui uma equipe pronta para ajudar em caso de emergência ou identificar a necessidade de transferir a gestante para um hospital.

Nesse artigo vamos falar sobre coisas que achamos relevantes para te ajudar nessa decisão. E também lembrar que o parto domiciliar tem os mesmos riscos que um parto normal feito no hospital. Mas no hospital existe toda uma infra-estrutura para possíveis intervenções, como aplicação de uma anestesia, por exemplo.

É seguro?

O parto domiciliar é um parto normal, que oferece os mesmos riscos que um parto realizado em um hospital. Mas é considerado um parto humanizado, ou seja, não existe a interferência de técnicas médicas ou cirúrgicas. Caso a mulher precise de uma anestesia para diminuir a dor ou para induzir o parto, ela precisará ser transferida para o hospital mais próximo de casa.

Estudos científicos mostram que o percentual de intervenções e transferências é baixo. Ou seja, a maior parte dos partos domiciliares acontece em casa sem apresentar problema algum para a gestante e para o bebê. Portanto, se mostra um procedimento seguro.

É importante ressaltar, porém, a importância de realizar todos os exames e escolher a enfermeira obstétrica que vai acompanhar o parto ainda durante o pré-natal. Além de pensar em duas opções de hospitais próximos ao local do parto, para o caso de uma transferência.

Para assegurar que tudo está indo bem, as enfermeiras obstétricas escultam os batimentos cardíacos do bebê e controlam os sinais vitais da mãe. E é importante não tentar adiar ou relutar à ideia da transferência para o hospital, caso seja indicado pela equipe obstétrica. Isso pode ser prejudicial à saúde da gestante e do bebê.

Parto Domiciliar

Parto domiciliar na água

O parto na água é bem antigo, mas oferece alguns riscos à saúde da mãe e do bebê. Como hemorragias e asfixias neonatal, por exemplo. O parto na água precisa ser acompanhado por profissionais, e não é indicado para os seguintes casos:

  • Mulheres com gestação de risco;
  • Mulheres diabéticas;
  • Parto prematuro (menos de 37 semanas de gravidez);
  • Sangramento vaginal em excesso ou herpes genital ativo;
  • Gestante com febre ou com infecções não tratadas, como HPV, Hepatite C e HIV, por exemplo;
  • Bebês muito grandes;
  • Bebês em posições anômalas ou com o seu bem-estar comprometido de alguma forma;
  • Histórico de partos anteriores problemáticos, ou com cesárea prévia.

O parto dentro da água deve ser feito com nas seguintes condições:

  • Deve ser feito dentro da banheira ou piscina com água suficiente para cobrir toda a barriga
  • A água precisa estar morna (com temperatura entre 35 e 38 graus). Isso oferece uma sensação de relaxamento muscular para a mãe e de conforto para o bebê. Essa temperatura é parecida com a temperatura do útero materno.

Poucos hospitais oferecem esse tipo de parto, mas é possível fazer em casa com o acompanhamento de uma equipe médica, para eventuais emergências e transferência para um hospital para realizar intervenções técnicas.

Quem pode fazer?

O parto domiciliar pode ser realizado por qualquer mulher com mais de 37 semanas de gestação, que esteja bem de saúde e em situações normais para o parto espontâneo (não induzido). Mas isso não é suficiente. No parto humanizado, a mulher é a protagonista do processo. Por isso deve estar bem emocionalmente e ter todas as informações possíveis sobre as dores que pode sentir, as melhores posições para o parto, quais as chances de dar errado (e o que fazer se algo der errado), que infra-estrutura precisa e o custo de ter uma equipe em casa (pode custar até R$15 mil reais).

Os partos domiciliares são realizados por médicos, enfermeiras obstétricas e obstetrizes (parteiras) e uma equipe domiciliar pode ter até três profissionais. além da doula (profissional que cuida exclusivamente do bem estar da gestante), que é opcional. As doulas são assistentes e não podem realizar partos sozinhas, mas podem fazer parte da equipe ajudando desde a gestação, dando suporte físico e emocional antes, durante e depois do parto.

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