Alzheimer: Quais são as causas? E tipos? Como diganosticar? Tem cura?

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Alzheimer: Quais são as causas? E tipos? Como diganosticar? Tem cura?

Já imaginou perder a memória das coisas que você viveu? Não saber mais ir até a sua padaria preferida. Não reconhecer as pessoas que mais ama. Pois esse cenário faz parte de uma das doenças mais tristes, o Alzheimer.

O que é o Alzheimer?

O Alzheimer é uma doença neuro-degenerativa que diminui a capacidade das funções cognitivas. E como ela é degenerativa, começa com menos impacto no qual a pessoa passa a perder sua memória mais recente com fatos “bobos” do cotidiano. Ao progredir, a perda da memória aumenta e ela passa a não lembrar de coisas importantes. Isso começa a afetar as capacidade de trabalho e relação social, pela confusão mental sempre presente.

Quais são as causas?

Não existe uma causa específica, mas sim uma combinação de fatores genéticos, como a pessoa leva o seu estilo de vida e ambientais. Tudo isso tem um impacto no cérebro ao longo do tempo. O fator genético é muito forte, pois pode ser uma doença hereditária.

cérebro alzheimer

Tipos de  Alzheimer

O Alzheimer tem uma classificação de dois tipos, que são:

Alzheimer precoce: É visto como a doença precoce quando ela acontece antes dos 65 anos (que é a idade mais comum do desenvolvimento). Nesses casos, é sempre hereditário. As pessoas podem apresentar sintomas de esquecimento, confusão mental e agressividade ainda por volta dos 30 anos, sendo mais comum com 40/50 anos.

Alzheimer tardio: já o tardio é a doença mais tradicional e recorrente, no qual os sintomas costumam aparecer após os 65 anos.

Quais são as fases?

A doença é dividida pelos especialistas em 3 estágios.

Estágio inicial do  Alzheimer

Como o nome mesmo diz, o estágio inicial é o primeiro grau do Alzheimer. O difícil é que raramente esse estágio é percebido, ainda mais quando é o tipo tardio. Profissionais e pessoas ao redor costumam confundir com um tipo de “velhice” e não acham que existe um problema. Nesse momento, a pessoa pode apresentar os sintomas:

  • Problemas de linguagem na hora de falar;
  • Perda de memória significativa;
  • Se perder em qual é a hora e dia da semana;
  • Se perder em locais que já conhece;
  • Dificuldade em tomar decisões;
  • Mudanças de humor, como ansiedade, depressão e agressividade;
  • Perda de interesse em hobbies que antes gostava.

 

Estágio intermediário

Nesse ponto, os sintomas começam a ficar mais visíveis pois a doença passa a progredir e é nesse momento que muitas pessoas percebem. Os sintomas principais são:

  • Perda de memória forte, principalmente com eventos recentes;
  • Incapacidade de gerir sua vida, como cozinha, limpar e fazer compras;
  • Dependência de alguém para realizar atividades que eram rotineiras;
  • Necessidade de ajuda para sua higiene pessoal;
  • Aumenta a dificuldade na fala/linguagem;
  • Se perde em locais com mais facilidade, tanto dentro quanto fora de casa;
  • Repetição de perguntas e frustração com a desorientação;
  • Alucinações;
  • Distúrbios de sono.

idosos alzheimer

Estágio avançado do  Alzheimer

Nesses casos, é o cenário mais próximo da dependência total de alguém para viver. Os distúrbios de memória são bem sérios e começa a afetar ainda mais a capacidade física. Dentre os sintomas, estão:

  • Dificuldade para se alimentar;
  • Não conseguir se comunicar;
  • Não reconhecer familiares, amigos e pessoas próximas;
  • Não entender o que acontece ao redor;
  • Dificuldade em caminhar;
  • Incontinência urinária e fecal;
  • Comportamento inapropriado em público;
  • Dependente de cadeira de rodas e cama.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do Alzheimer é feito de forma totalmente clínica, ou seja, não com algum exame específico. Isso porque o exame que pode dar a certeza do resultado oferece riscos ao paciente e só deve ser feito após o falecimento. Por isso os médicos se baseiam em uma avaliação do histórico do paciente, a principal hipótese da causa da demência e exames auxiliares.

Como é o tratamento de  Alzheimer?

O tratamento para o Alzheimer irá depender do estágio em que a doença está e de uma avaliação pessoal de cada paciente. Em geral, pelo Programa de Medicamentos Excepcionais do próprio SUS é oferecido os principais medicamentos usados: a rivastigmina, a galantamina e o donepezil.

O tratamento não impede a evolução da doença e é feito para amenizar os sintomas e oferecer uma melhor qualidade de vida ao paciente.

Tem cura?

Não. Estudos ainda são feitos para encontrar a cura da doença, mas por enquanto só existem formas de oferecer uma sobrevida maior e qualidade de vida melhor mesmo na fase grave do Alzheimer.

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