Hanseníase: É contagiosa? Tem tratamento? Saiba tudo sobre a doença!

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Hanseníase: É contagiosa? Tem tratamento? Saiba tudo sobre a doença!

Você sabe o que é a lepra? Antigamente conhecida por esse nome, a que hoje chamamos de Hanseníase, já teve muitos tabus envolvendo a doença. Por se tratar de uma infecção visível, já foi muito temida e até tratada com extremo preconceito. As pessoas até acreditavam que os infectados haviam cometido um grande pecado.

Hoje, como as informações são mais fácil de serem acessadas, esse tabu diminuiu. Mas, os números ainda persistem no Brasil e ainda causam desconforto e medo do preconceito de quem sofre. Por isso, é preciso conhecer bem antes de julgar e entender a Hanseníase.

O que é Hanseníase?

A Hanseníase é uma uma doença infectocontagiosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen. Foi do nome da bactéria que surgiu ambos os nomes para a infecção. É um doença crônica que causa lesões de pele e danos aos nervos, e apesar do que muita gente acha, tem cura sim.

Hanseníase na perna

Quais os tipos?

A doença infectocontagiosa é dividida em tipos, sendo eles entre Hanseníase Paucibacilar e Hanseníase Multibacilar.

Paucibacilar

É o tipo de Hanseníase que tem como característica ter poucos bacilos.

  • Hanseníase indeterminada: é quando a doença está no primeiro estágio e possui até 5 manchas de contornos mal definidos. Não tem comprometimento neural.
  • Hanseníase tuberculoide: tem manchas com até 5 lesões bem definidas. Tem comprometimento neural, podendo ocorrer inflamação do nervo (neurite).

Multibacilar

É o tipo de Hanseníase que tem como característica ter muitos bacilos.

  • Hanseníase borderline ou dimorfa: tem manchas acima de 5 lesões podendo ser bem ou pouco definidas. Tem comprometimento neural de dois ou mais nervos e quadros reacionais frequentes.
  • Hanseníase virchowiana: é o tipo da doença mais disseminada. Há muitas lesões, tornando difícil separar a pele danificada da normal (chegando no nariz, rins e órgãos reprodutivos masculinos). Tem comprometimento neural (neurite e eritema nodoso).

 

A Hanseníase pega?

Sim, a Hanseníase pode pegar, por assim dizer. Apesar de conter um baixo nível de infectividade (contágio), se uma pessoa tiver contato frequente e prolongado (anos) com o infectado, ela corre o risco. Isso porque quando a pessoa não está em tratamento, ela passa a expelir os bacilos através do sistema respiratório (quando fala, tosse ou espirra).

Mas caso a pessoa com a doença já esteja em tratamento, a transmissão é interrompida. É importante destacar que a Hanseníase não se passa pela pele. A maneira como a doença vai se manifestar depende de cada genética e também está ligada ao sistema imunológico.

Quais são os sintomas?

Os sintomas podem variar conforme em qual estágio a doença está. Dentre os principais que podem ser observados são: manchas brancas ou avermelhadas pela pele, sensação de fisgadas, formigamento ou dormência nas extremidades.

A pele também pode perder a sensibilidade e não sentir calor, frio ou dor ao toque. Acontece a redução na sensação de tato e na força muscular, fazendo com que o infectado tenha dificuldade para segurar objetos.

As dores locais também podem estar presentes, com desconforto nas articulações, pé e olhos. Alguns pacientes ainda perdem peso e começam a ter dificuldade em levantar o pé.

Caso a doença não seja tratada, os sintomas podem evoluir e ser mais severos, como:

  • Paralisia das mãos e pés;
  • Ter os dedos mais encurtados devido à reabsorção;
  • Úlceras crônicas que não se curam no fundo dos pés;
  • Cegueira;
  • Perda de sobrancelhas;
  • Desfiguração nariz.

trata Hanseníase

Tratamento para Hanseníase

O tratamento é um pouco cansativo pelo tempo que leva, mas é importante e costuma ter resultados muito satisfatórios. Tanto no tipo paucibacilar e multibacilar, a doença é tratada com um antibiótico chamado rifampicina. Na Hanseníase pauci o remédio é administrado por 6 meses, já no multi é feito por 1 ano.

O Ministério da Saúde é quem fornece o medicamento e suas doses são administradas pelas Unidades Básicas de Saúde com a supervisão de médicos. O remédio elimina 90% dos bacilos e para que tenha 100% da eliminação, o paciente complementa com outra droga (DDS) que pode ser tomada em casa.

A partir do momento que o paciente começa a se tratar, o risco de contaminação já é nulo e a doença não será transmitida para ninguém.

Como prevenir?

Para prevenir a Hanseníase é feito o exame dermato-neurológico e aplicação da vacina BCG para todas as pessoas que convivem com o portador da doença.

Dentre os fatores de risco da doença, estão pessoas do sexo masculino, que possuem má higienização e contato com animais. Apesar de poder ocorrer em qualquer idade, é comum que a Hanseníase seja adquirida ainda na infância mas só observadas quando adultos.

Apesar de ser uma doença meio assustadora a primeira vista, ela tem tratamento e o seu contágio tem um baixo risco. Por isso se atente aos sintomas e se estiver desconfiado, procure um médico imediatamente. O diagnóstico precoce só traz resultados melhores e impede a contaminação logo no início.

 

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