Incontinência urinária: Entenda o que é esse distúrbio e como trata-lo!

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Incontinência urinária: Entenda o que é esse distúrbio e como trata-lo!

Você sofre com escapes de xixi? Cientificamente falando, a incontinência urinária afeta cerca de 10 milhões de brasileiros. São pessoas de várias idades e gêneros, mas é mais comum em mulheres e idosos segundo a Sociedade Brasileira de Urologia.

A perda involuntária de urina é um problema comum, mas que gera bastante desconforto. Isso porque a pessoa que vive com esse diagnóstico costuma sofrer com mau cheiro e mais possibilidades de desenvolver infecções de urinárias.

Tipos de incontinência urinária

Há alguns tipos diferentes de incontinência urinária. Cada tipo possui características distintas, causas variadas e tratamentos específicos.

  • Incontinência urinária de esforço: se caracteriza por escape de urina ao realizar esforços. Ela acontece quando a pessoa não tem força muscular pélvica que seja o suficiente para reter a urina. Então quando ela espirra, tosse, sorri, levanta algo, sobe escadas, pratica atividades físicas ou faz qualquer ação que coloque pressão na bexiga, acontecerá a perda involuntária de urina. É comum em pessoas que tiveram lesão do esfíncter urinário.
  • Incontinência urinária de urgência: se caracteriza por uma urgência em urinar tão forte que não dá tempo de chegar ao banheiro. Ela acontece mesmo quando há pouca quantidade de urina na bexiga e não é crescente – ou seja – a pessoa não sente a vontade e ela vai crescendo com o passar do tempo. Do nada, ela já fica “apurada” e o escape acontece. É comum em pessoas que sofrem de síndrome da bexiga hiperativa.
  • Incontinência urinária por transbordamento: se caracteriza por escapes que acontecem porque a bexiga está sempre cheia. Desta forma, provoca vazamentos. Costuma ocorrer também pela bexiga não se esvaziar por completo.
  • Incontinência urinária funcional: se caracteriza por gotejamentos que acontecem quando a pessoa sabe que precisa urinar mas não consegue ir ao banheiro. São casos de pessoas que são impossibilitadas por alguma doença ou complicação, que as impede de ir ao banheiro por conta própria. É comum em idosos.

Quais são as causas?

As causas podem variar bastante dependendo do tipo de incontinência urinária. Por isso é importante se consultar com um médico para que ele avalie qual pode ser o seu caso.

Há alguns fatores que podem ser levados em conta, que fazem com que algumas pessoas tenham mais facilidade de desenvolver essa condição. São eles:

  • Idosos;
  • Mulheres;
  • Obesidade;
  • Doenças neurológicas ou diabetes;
  • Infecção do trato urinário;
  • Bexiga hiperativa;
  • Prisão de ventre;
  • Estresse emocional;
  • Gravidez;
  • Parto;
  • Menopausa;
  • Histerectomia;
  • Aumento da próstata;
  • Câncer de próstata;
  • Obstrução do trato urinário;
  • Distúrbios neurológicos: esclerose múltipla, doença de Parkinson, AVC, tumor cerebral ou uma lesão da coluna vertebral.imagem de muitas bebidas alcoólicas

Como deve ser feito o tratamento?

Assim como a causa possui inúmeras variáveis, o tratamento também. Isso porque o ideal para o seu caso irá depender do tipo, da gravidade e do que causou a incontinência. Pode ser indicado um conjunto de tratamentos para ver como o corpo responde.

Algumas técnicas comportamentais são bastante indicadas, em que o paciente pode realizar em casa mesmo. Um deles é a micção dupla, que consiste em urinar e esperar alguns minutos e tentar mais uma vez. Isso ajuda a pessoa a esvaziar a bexiga completamente, ideal para os casos de incontinência por transbordamento.

Outra possibilidade é ir ao banheiro a cada duas horas em vez de esperar a vontade, para assim, manter a bexiga vazia e livre de possíveis escapes.

A alimentação também pode ser uma aliada: cortar álcool, cafeína e alimentos ácidos, reduzir o consumo de líquidos e aumentar o consumo de fibras podem ajudar.

Os procedimentos médicos que podem ser usados para tratar são bastante variados, podendo ser:

  • Cinesioterapia do assoalho pélvico: fisioterapia com exercícios de Kegel;
  • Estimulação elétrica: eletrodos inseridos no reto ou vagina para estimular e fortalecer os músculos do assoalho pélvico;
  • Inserção uretral de um dispositivo pequeno para atuar como um tampão;
  • Pessário: anel rígido para inserir na vagina e usar todos os dias;
  • Injeção de material sintético no tecido que envolve a uretra;
  • Toxina botulínica tipo A (Botox);
  • Estimuladores de nervos;
  • Sling: tiras de tecido sintético/malha aplicadas em torno da uretra e colo da bexiga;
  • Suspensão do colo da bexiga;
  • Cirurgia de prolapso;
  • Esfíncter urinário artificial.

fisioterapia para incontinência urinária

Medicamentos indicados para tratar da incontinência urinária

O leque de medicamentos também é extenso, geralmente são indicados anticolinérgicos, bloqueadores alfa e estrogênio tópico. Dentre os nomes conhecidos estão: Mirabegron, Detrusitol e Vesicare.

Possui alguma dúvida sobre incontinência urinária? Deixe um comentário que nós vamos te ajudar!

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